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A União Europeia vai disponibilizar uma verba superior a 1,5
milhões de euros para financiar um programa de apoio à reinserção
na vida activa para 726 portugueses despedidos de três unidades
industriais do sector automóvel. O apoio resulta de uma candidatura
das autoridades portuguesas ao Fundo Europeu de Ajustamento
à Globalização (FEG).
O programa, que inclui acções de formação e de apoio à contratação
e criação de empresas, destina-se a 332 trabalhadores despedidos
da fábrica de componentes da Leoni, de Viana do Castelo, e
120 despedidos da Kromberg & Schubert, de Ponte Guimarães,
a par de 274 desempregados saídos de uma unidade da Lear na
Guarda, a ŒDelphi Automotive Systems". Designada de ŒEGF/2011/005PT/Norte-Centro
Automotive", a candidatura portuguesa recebeu luz verde
da Comissão Europeia e foi hoje aprovada pela Comissão dos
Orçamentos do Parlamento Europeu. Deverá ser ratificada pelo
Conselho de Ministros a 28 de Novembro e pelo Parlamento Europeu
a 1 de Dezembro. Membro efectivo da Comissão dos Orçamentos,
o Eurodeputado José Manuel Fernandes salienta a importância
da boa utilização das verbas do FEG em favor de trabalhadores
despedidos, neste período de grave crise económico-financeira
que afectou de modo particular a indústria do sector automóvel.
O Eurodeputado do PSD salienta que se trata de "um fundo
que tem 500 milhões de euros anuais, mas cuja execução fica
muito aquém deste montante, apesar da grave crise económica
que tem gerado sucessivas falências e afectado milhões de
trabalhadores".
Em seu entender, a situação torna-se mais problemática em
situações de despedimento e encerramento de unidade fabris
em regiões marcadas pelo fenómeno da interioridade, onde as
alternativas são ainda mais escassas, como aconteceu nos casos
da Leoni de Viana do Castelo, da Kromberg & Schubert de Guimarães
e da Lear na Guarda. "É fundamental assegurar recursos
para a requalificação e valorização de competências de trabalhadores
despedidos, e assim favorecer a sua reintegração no mercado
laboral e na vida activa", refere José Manuel Fernandes,
sublinhando que a maioria dos trabalhadores despedidos nestas
três empresas tem entre 35 e 44 anos que representam 55%
do total. Com 45 a 54 anos de idade, estão 20,1 % dos trabalhadores.
No que toca ao ensino, quase 65% - ou seja 469 dos 726 despedidos
tem apenas o ensino básico.
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